Hoje deparei-me com uma situação completamente banal mas que me despoletou um certo bichinho em relação ao assunto "trabalho". Quem trabalha ou já trabalhou saberá do que falo e quem ainda não o fez pode ficar já de sobreaviso.
A realidade é que em relação ao trabalho sinto uma dualidade muito estranha e que ora pode ser prejudicial como proveitosa. Como já é sabido quem trabalha recebe o seu dinheirinho tendo em conta a natureza, qualidade, e quantidade de trabalho que desempenha.....ou pelo menos assim deveria ser. O problema é que na realidade o pagamento está sujeito aos critérios de quem paga e como é óbvio esses critérios não servem os interesses de quem trabalha para o ganhar.
Sendo assim cria-se uma luta entre quem paga e quem recebe a qual não é de todo proveitosa e é aqui que se insere a minha dualidade. Como princípio cresci a confiar em quem me rodeia e só fazer o contrário mediante uma decepção confirmada, o que não tira o desconforto de desconfiar de uma pessoa. Do outro lado estão os meus interesses, ou seja, em relação à luta em questão, há aquela dualidade de defender os meus interesses sem desconfiar de ninguém ou pelo menos não o mostrar, o que se torna um pouco difícil ou até impossível. A luta torna-se ainda mais dificil se tivermos em questão a presença de intermediários pois aí já são interesses de mais a ter em conta o que dá um choque do tamanho do mundo.
Além do que já falei há também o factor fidelidade, o que é algo que eu acredito e muito. De alguma forma essa fidelidade é necessária pois sem ela nunca haveria uma rotina de trabalho mas em relação a isso também surgem problemas....a fidelidade não é compensada mas a falta dela é punida, ou seja, quem paga não dá valor ao facto de um funcionário às vezes pôr os seus próprios interesses em segundo plano mas se o funcionário falhar irá ser punido.
De qualquer das formas ambas as partes necessitam uma da outra o que ainda torna estes jogos mais intensos e dinâmicos mas desnecessários, pois se sabemos que a dependência é recíproca então porque não arranjar um meio termo e mantê-lo?No meio disto tudo o dinheiro é que faz o mundo girar e não as pessoas o que é de certa forma um pouco triste mas inevitável...
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